Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

45- Operação "Pato 7212", sexto dia

(continuação de 44- Operação "Pato 7212", quarto e quinto dia)

 

Ao sexto dia, pelas treze horas, chegámos ao ponto de recolha numa zona plana e de vegetação dispersa.

 

Patrulhámos em círculo a área envolvente e avançávamos o máximo possível ao longo da picada.

 

 

O deserto humano e a ausência de vestígios mantinham-se.

 

Tal como tinha acontecido na largada, a recolha era feita por três ou quatro Unimogues ou por uma Berliet e dois Unimogues e mais cinco militares para protecção às viaturas.

 

Sentia-me muito à vontade e sem medo em plena selva africana, inclusive até conseguia compensar alguma alimentação enlatada por outro tipo de alimentos mais frescos e calóricos, mas as deslocações na picada alteravam de forma inexplicável o meu estado de anímico e eram o momento que mais temia.


A estadia na mata transformava a nossa aparência. Ficávamos irreconhecíveis, mal cheirosos, a barba por fazer, cansados, mal alimentados e carentes de um sono descansado numa cama.
Quando estávamos integrados no grupo e a conviver diariamente não se prestava atenção à transformação, íamo-nos habituando à degradação progressiva da nossa imagem, e só dávamos conta dos estragos reais quando regressados ao quartel íamos a um espelho.
 

(a seguir - formigas térmitas e duas matacanhas)

 

publicado por Alto Chicapa às 09:55

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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

40- Calejamento dos grupos de combate.

(continuação de 39- Chuva diluviana)

 

A nossa companhia após o calejamento dos grupos de combate, já habituados às dificuldades da mata, e às possíveis tácticas do IN (inimigo), desenvolvia a actividade operacional para áreas de intervenção militar, enquadradas pelos rios, Cassai, Cuango, Cuango-Mugué, Cumbi, Cucumbi, Cuilo, Luchico, Chicapa, Luchace, Luachima e Chiumbe, e incrementava o apoio social junto das populações, a partir da própria companhia no Alto Chicapa, de um destacamento na aldeia de Cambatxilonda e, na parte final da comissão, com um novo destacamento na aldeia de António Cavula.


As operações que realizámos nas matas e nos rios do Alto Chicapa, eram alternadas de cinco em cinco dias, mata / quartel, ou eventualmente de seis dias, mas eram quase sempre iguais e até o medo das minas durante o trajecto para a largada ou na recolha se mantinha, no entanto, conforme os locais, mudava a vegetação, o estado do tempo, as nossas dificuldades e uma ou outra peripécia.
 

(a seguir - Os preparativos da operação “Pato 7212")

 

publicado por Alto Chicapa às 11:57

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